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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Prada segue tendência de grifes de luxo e vai deixar de vender roupas com peles de animais




A grife italiana Prada anunciou no último dia 22 que vai deixar de usar peles de animais em seus produtos nas suas próximas coleções. A primeira delas será a coleção feminina do verão 2020.

Os produtos já em estoque, no entanto, ainda serão vendidos até esgotarem o estoque.

A empresa declara que a decisão foi tomada depois de um "diálogo positivo" entre a marca de luxo e grupos de proteção animal, incluindo a Fur Free Alliance.

"Focar em materiais inovadores vai permitir à companhia explorar novas fronteiras do design criativo, ao mesmo tempo em que atende à demanda por produtos éticos", afirmou, em nota, a CEO da marca, Miuccia Prada.

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Dizy Ayala

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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Jon Bon Jovi remove couro animal de sua grife de roupas



Jon Bon Jovi remove couro animal de sua grife de roupas


O famoso músico Jon Bon Jovi removeu recentemente todo o couro de sua grife de roupas Hart N Dagger. A grife da marca Denim substituiu as peças de couro por materiais veganos.

Jon tomou essa decisão depois que o grupo de direitos animais People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) solicitou ao músico que reconhecesse a crueldade animal presente na indústria da moda. “Os animais não estão mais vivendo em oração, graças a Jon Bon Jovi”, disse o vice-presidente executivo da PETA, Tracy Reiman, em referência a um dos hits do Bon Jovi, Living on Prayer.

“Todos os dias, a PETA ouve compradores que estão procurando varejistas veganos, e agora a Hart N Dagger se encaixa no grid ao concordar em usar apenas couro vegano de alta qualidade em suas roupas.



Consumidores compassivos estão aplaudindo a iniciativa, onde cada vez mais grifes conhecidas e conceituadas estão aderindo a essa tendência.  A Hart N Dagger agora usará remendos de couro vegano em seus jeans e não usará mais peles de animais em nenhum outro item. 


A PETA enviou ao músico uma caixa de chocolates veganos em forma de vaca para agradecer sua decisão compassiva.





Nos últimos anos, o couro vegano tornou-se um setor lucrativo da indústria da moda com previsão avaliada em US$ 85 bilhões até 2025, já que mais e mais pessoas estão optando por materiais livres de crueldade.



Adaptado por Dizy Ayala de matéria original by Anna Starostinetskaya

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Elegante? O couro é o braço direito da indústria do couro e do leite.

http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2018/01/elegante-o-couro-e-o-braco-direito-da.html

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

NORUEGA PROMETE ENCERRAR PRODUÇÃO DE PELES ATÉ 2025.


NORUEGA PROMETE ENCERRAR PRODUÇÃO DE PELES ATÉ 2025.

O governo da Noruega comprometeu-se a encerrar a indústria de produção de peles até 2025, fechando as 300 fazendas do país - onde cerca de 1 milhão de raposas e visons são criados por causa das suas peles.

A decisão é o resultado de 28 anos de protestos e campanhas contra o uso de peles realizados pela organização de defesa dos direitos dos animais norueguesa (NOAH).

"Estamos muito contentes por ver um compromisso inequívoco por parte do governo norueguês para proibir todas as quintas de produção de peles", disse Ruud Tombrock, diretor executivo da Humane Society International.

Nos últimos meses, marcas de moda de luxo, como a Gucci, retiraram as peles das suas coleções, o que demonstra o declínio do uso de peles de animais na moda. "Os consumidores estão a virar as costas ao comércio sangrento das peles", disse Tombrock. "E por isso é importante que os políticos noruegueses permitam que a Noruega se junte à lista crescente de países compassivos que recusam a cruel produção de peles dentro das suas fronteiras".

Apesar de celebrar este importante marco, a NOAH irá trabalhar para que este processo seja mais curto. Num só ano, são assassinadas, por causa das suas peles, cerca de 700.000 martas e 110.000 raposas.
Camilla Björkbom, Presidente da Djurens Rätt (Associação dos Direitos dos Animais da Suécia), frisa a importância desta medida para os países vizinhos da Noruega, como a Suécia.

As fazendas de peles comportam uma crueldade exacerbada ao extremo. Cortar-lhes a língua para que sangrem até a morte é também prática comum. Muitos destes animais já nascem ali, para assistirem outros e a serem eles também - ou electrocutados, ou afogados e até mesmo, esfolados vivos.

Com este passo, a Noruega juntou-se ao grupo de países que já decretaram proibições totais ou parciais das quintas de produção de peles de animais, entre os quais países europeus como a República Checa e a Croácia. Na Ásia, a Índia e o Japão, que tem o belíssimo projecto das 'fox villages'.

Movimento pela Abolição da Caça à Raposa
Por cá, a Lei da Caça permite igualmente que as raposas e outros animais, sejam criados em cativeiro para produção de peles, entre outros fins.
  Se ainda não assinou, assine e por favor compartilhe:

Thank you to local group @noahaktiv  who have been campaigning tirelessly for this outcome. #Progress #FurFree #FurCruelty


Dizy Ayala

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segunda-feira, 6 de março de 2017

Moda Sustentável, muito mais que uma tendência, é um estilo de vida.


Moda Sustentável, muito mais que uma tendência, é um estilo de vida.

Público consumidor adota novo comportamento de consumo no mundo da moda e passa a investir em projetos de reciclagem e coleções feitas com tecidos tecnológicos.

Marcas veganas de produção artesanal e pequena escala ganham projeção nacional, com atenção especial à cadeia produtiva, respeitando tanto quem compra quanto quem cria e produz as peças.









A Pantone escolheu o verde como cor do ano, de maneira a suscitar um olhar mais atento à natureza. 



Esse novo estilo de vida revela um consumo consciente engajado com a sustentabilidade no mundo da moda. Para isso, se faz necessário procurar conhecer os produtos consumidos, sua origem e escolher aqueles que estão inseridos nessa visão sustentável.

O conceito chamado slow fashion é definido por alguns questionamentos na hora da compra, tais como: 


Quem é o fabricante?

De que material ele é feito?

Quanto tempo vai durar?

Preciso mesmo disso?

Se não se trata de uma necessidade, mas ainda assim é um objeto de desejo, há algo que possa me desfazer, doar ou vender para não acumular mais coisas em meu guarda-roupa?


Dica: as peças podem ser doadas diretamente para instituições beneficentes ou para brechós que aplicam valores acessíveis à população carente que serão revertidos para assistência de animais em situação de vulnerabilidade.





DÁ PARA GOSTAR DE MODA E TER ESCOLHAS CONSCIENTES?
Em recente matéria publicada na revista Elle, assinada por @isadora_a |isadora.almeida@abril.com.br foram colhidos os seguintes depoimentos:


Bárbara Mattivy é uma das fundadoras da marca vegana Insecta Shoes, que produz sapatos superestilosos a partir do reuso de materiais, desde a sola até o tecido do calçado. Ela declara sua preferência por brechós na hora das compras: “Me divirto neles, e ainda economizo. Também tento ao máximo comprar de marcas locais, brasileiras e em feirinhas”.

Para Marina Colerato, do site Modefica, uma de suas prioridades quando vai adquirir algo novo é que a peça combine com o resto do seu guarda-roupa e que, preferencialmente, venha de “marcas de mulheres brasileiras que estão aí esquentando o mercado de maneira independente”. 

Cristal Muniz do blog Um Ano sem Lixo  reforça: “Não adianta ter um guarda-roupa com 400 peças orgânicas, verdes, sustentáveis ou com tecido de reuso. Não é sustentável ter essa quantidade de peças. Moda sustentável tem a ver com o produto, mas também com o jeito como a gente consome“.

CUSTO X SUSTENTABILIDADE


Ainda segundo a matéria:

Quando comparados aos preços de fast fashion, os produtos que foram feitos a partir de preocupações com questões humanas e ambientais costumam ser mais caros. E Carla Lemos explica didaticamente o motivo disso: “A moda é uma indústria muito grande que envolve lojas, fábricas e plantações. É uma cadeia gigante, totalmente dependente do trabalho manual, e com uma carga tributária alta. Quando você começa a colocar no papel todas as pontas, você vê que é impossível uma blusinha ser vendida por 19 reais no Brasil, tendo sido produzida no sul da Ásia e percorrendo estradas e oceanos para chegar até a arara do shopping mais perto de casa”.

“Eu passei a entender que uma peça que custa R$ 20 não é normal ao passo que uma que custa R$ 20 mil também não. Hoje, eu prefiro comprar peças com valores medianos de marcas que sei que estão tentando trabalhar de maneira justa”, pondera Marina Colerato.

A estilista Flávia Aranha,  que prima pelo uso de tecidos e pigmentos vegetais, explica: “É caro e inacessível para grande parte da população. Então é necessário entendermos que o volume precisa ser repensado e que a qualidade precisa ser boa, para que os produtos que a gente compre durem mais também”.
A vlogger Nátaly Neri, do canal Afros e Afins, também aponta que o preço pode dizer muito sobre uma peça, mas é preciso ter cuidado. “Claro que nem toda peça cara é sinônimo de processo justo, vide grandes marcas que são sempre denunciadas. Vale a pena buscar saber mais sobre os processos produtivos dos locais em que escolher comprar”.

André Carvalhal acaba de lançar o livro “Moda com Propósito”, em que ele disserta sobre toda esta nova fase do consumo consciente. Para ele, seguir este estilo de vida é “garantir a sobrevivência dos nossos descendentes”. “O planeta está doente. As pessoas estão doentes em níveis físicos, mentais e energéticos. Se continuarmos com o nosso estilo de vida atual, dependendo do consumo desenfreado e inconsciente, vamos criar condições desfavoráveis à nossa sobrevivência”, explica. 

Joanna Moura, dona do blog Um Ano Sem Zara, acredita que não há um futuro sem empatia, por isso esta luta é tão importante: “Sustentabilidade nada mais é do que empatia pelo mundo e pelo restante da raça humana”.

 

DICAS PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO



A dica de André para o primeiro passo neste movimento é simples: pesquisar. “Existem sites, eventos, feiras e muitos conteúdos específicos direcionados ao tema. As opções não param de crescer”, ele afirma. “São várias ações em conjunto, mas todas vêm da consciência de que ter uma vida mais preocupada com as pessoas e o meio ambiente volta a nosso favor”.


A fundadora da Insecta Shoes também reforça: “Existem ótimas leituras e documentários sobre o assunto, que esclarecem de forma bem didática os problemas na cadeia de moda e como ela é poluente. Acho que uma das maiores referências atuais nesse assunto é o documentário The True Cost, que dá um panorama muito completo sobre a gravidade da situação toda”. 

Os questionamentos são uma grande parte para dar um passo maior rumo ao consumo sustentável como Nátaly Neri relembra: “Precisamos ter 30 blusinhas diferentes, que são descartadas a cada nova tendência? Ou podemos investir em algo bacana e bonito, que respeita o trabalho dos outros e contribui para um mundo melhor e mais justo?”.
Joanna Moura ainda ajuda a desmistificar o termo: “A palavra sustentabilidade parece complicada, mas não é. Tem um monte de coisas simples que você pode mudar na sua rotina agora mesmo pra tornar a sua vida mais sustentável. Depois que comecei a me interessar pelo assunto percebi que mudar não é difícil: passei a reciclar o lixo, evito produtos descartáveis, compro mais a granel, opto por produtos locais e orgânicos, consumo menos carne. Enfim, é um contínuo processo de olhar para a sua rotina e entender: como posso melhorar?“. 

Carla Lemos finaliza com um lembrete importante: “Respira e não pira. A gente ainda vive em um mundo que não foi feito para você ser sustentável. E você vai encontrar muitas barreiras e frustrações no caminho, mas o importante é ter consciência e ajudar a espalhá-la”.


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