quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Nova Zelândia cultiva “lã sem ovelhas” a partir de queratina fermentada em levedura


LABORATÓRIOS DA NOVA ZELÂNDIA CULTIVAM "LÃ SEM OVELHAS" A PARTIR DE QUERATINA FERMENTADA EM LEVEDURA, POUPANDO 30 MILHÕES DE OVELHAS DA TOSA

Na Nova Zelândia, cientistas estão revolucionando o futuro dos tecidos com uma criação surpreendente: uma "lã sem ovelhas", produzida a partir de queratina cultivada em leveduras.

Essa descoberta biotecnológica pode mudar para sempre a indústria da moda, poupando milhões de animais da tosa e reduzindo o impacto ambiental causado pela pecuária tradicional.

O processo é engenhoso, pesquisadores modificam geneticamente micro-organismos para que eles passem a produzir queratina, a mesma proteína que compõe os pelos e cabelos dos animais. Essa queratina é então purificada, fiada e transformada em um tecido macio, quente e resistente, praticamente idêntico à lã natural.

O impacto positivo é enorme: estima-se que a inovação possa salvar cerca de 30 milhões de ovelhas por ano, além de diminuir o uso de terras, água e energia, tornando a produção têxtil muito mais sustentável.

Mais do que uma invenção científica, essa "lã sintética viva" simboliza uma nova era, em que a inteligência humana e a biotecnologia se unem para criar materiais éticos, regenerativos e inspirados na própria natureza. 

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Canadá constrói passarelas para animais atravessarem rodovias em segurança

 


O Canadá está construindo pontes de vida selvagem para que os animais possam atravessar rodovias com segurança.

Essas estruturas, conhecidas como "ecodutos" ou "wildlife crossings", são cobertas por vegetação e projetadas para se integrar ao ambiente natural, permitindo que ursos, alces, veados, linces e outros animais façam a travessia sem risco de acidentes.

Além de reduzir colisões entre veículos e animais, essas passagens ajudam a manter os ecossistemas conectados, permitindo que espécies se desloquem em busca de alimento, parceiros e novos habitats.

Esse tipo de iniciativa já se mostrou eficaz em lugares como o Parque Nacional de Banff, em Alberta, onde as pontes e túneis para a fauna reduziram drasticamente o número de atropelamentos e aumentaram a preservação da biodiversidade local.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Portugal irá abrir o primeiro grande santuário de elefantes da Europa


 

Um projeto inédito está sendo criado no Alentejo, em Portugal: o primeiro grande santuário da Europa para elefantes.

A iniciativa é da organização sem fins lucrativos Pangea (@pangea_trust), que adquiriu 402 hectares entre Vila Viçosa e Alandroal, para receber animais provenientes de zoológicos e circos europeus.

Os primeiros abrigos e recintos devem ficar prontos até o final deste ano e o objetivo é oferecer condições adequadas para elefantes idosos ou com longo histórico de confinamento, em um ambiente amplo e livre de exploração comercial.

Estima-se que cerca de 600 elefantes ainda sejam explorados em cativeiro na Europa. Muitos passaram décadas em espaços minúsculos, sem ter suas necessidades básicas atendidas.

A primeira residente será Kariba, uma elefanta capturada ainda filhote no Zimbábue em 1984 e mantida em diversos zoológicos ao longo de 40 anos.

Desde 2012, ela vive na Bélgica e, após a morte da única companheira de recinto, em 2022, permanece sozinha.

Sua chegada ao Alentejo está prevista para o início de 2026, onde receberá cuidados contínuos e terá contato com outros elefantes, algo essencial para a espécie.

O santuário não será aberto ao público, medida considerada necessária pela Pangea para garantir tranquilidade aos animais. Ainda assim, estão previstas ações educativas voltadas para escolas e para a comunidade local.

A expectativa é que, no futuro, entre 20 e 30 elefantes possam ser recebidos, dependendo de estudos de bem-estar e da capacidade do habitat.

Imagens: Pangea Trust (esquerda) e Eurogroup for Animals (direita).


Dizy Ayala

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