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domingo, 31 de maio de 2020

"O futuro da moda é vegano". Calvin Klein e 16 outras marcas abandonam peles animais.




A Global Brands Group (GBG), empresa de gerenciamento de vestuário, que licencia mais de uma dúzia de marcas de luxo, decide abandonar peles animais.

O grupo de moda de Hong Kong não vai mais comprar peles para a Aquatalia, sua própria marca de luxo ou qualquer outra marca que licencia, incluindo Calvin Klein, Kenneth Cole, Ellen Tracy, Juicy Couture, Frye, Spyder, Tahari, Jones New York, Sean John, Cabras, Dakine, Katy Perry, Karen Millen, Taryn Rose e AllSaints.

A PETA, cuja campanha "Rather Go Naked Than Wear Fur" vigorou por uma década, aplaudiu o conglomerado de moda por " sua decisão compassiva e esclarecedora de negócios ao proibir peles". A diretora Elisa Allen disse que a decisão da GBG mostra que "o futuro da moda é vegano".

"A PETA pede a todos os varejistas que atendam à crescente demanda por alternativas luxuosas livres de crueldade, ou que sejam deixados no pó por compradores éticos, que simplesmente não querem que os animais sejam abusados ​​e mortos por casacos, coleiras ou punhos", acrescentou Elisa em um comunicado à imprensa.

O GBG já havia banido anteriormente o uso de pele e penas de avestruz em 2016 e abandonou a lã angorá, que é derivada do pêlo de coelhos, em 2017.


Marcas ecologicamente conscientes

O Global Brands Group juntou-se a várias outras marcas de moda que ficaram livres de peles nos últimos anos, como Gucci, Burberry, Karl Lagerfeld Brand, Prada e Chanel.

Em dezembro passado, a marca Karl Lagerfeld finalmente anunciou que não incluiria peles em seus projetos futuros. A Macy's Inc, a maior rede de lojas de departamentos dos EUA, com 900 lojas em 44 estados, também registrou que sua rede descontinuará todos os itens de peles até o final de 2020.

Juntamente com as grifes, muitas celebridades, ícones da moda e até membros da realeza abandonaram as peles, seguindo tendência de mercado que se solidariza com os animais.




Dizy Ayala
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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terça-feira, 6 de março de 2018

La Loba é a primeira empresa de moda no Brasil a receber os selos Vegan Society, PETA CO² Neutro e EuReciclo

La Loba é a primeira empresa de moda no Brasil a receber os selos Vegan Society, PETA CO² Neutro e EuReciclo 


A La Loba (www.laloba.com.br), marca pioneira na produção de bolsas veganas no Brasil, com coleções em edições limitadas, se propõe a uma nova forma de fazer moda, com peças sofisticas que unem materiais alternativos e livres de crueldade, com temáticas atemporais e carregadas de significados. Este ano, comemora conquistas importantes e gratificantes. É a primeira empresa de moda a receber o selo Vegan Society. A marca comemora também a aquisição do selo PETA, CO² Neutro e EuReciclo e a indicação ao Prêmio EcoEra, idealizado pela especialista em consumo consciente Chiara Gadaleta com o objetivo de analisar os mercados de moda, beleza e design com indicadores de sustentabilidade.  O anúncio dos vencedores acontece no próximo dia 08 de março, em São Paulo. Todo esse reconhecimento reforça o comprometimento da La Loba com valores como ética, transparência e responsabilidade socioambiental.

Durante mais de um ano, a La Loba passou por um processo seletivo para adquirir o selo de registro Vegan Society, a organização que criou e registrou o termo veganismo em 1944, em Birmingham (UK), e que foi introduzida no mercado em 1990, como padrão reconhecido no mundo todo para produtos e serviços veganos.  “Foi um processo longo e ​por tudo isso, me sinto orgulhosa e muito feliz”, comemora Kaline.

Kaline Demarchi, criadora da marca, explica que esse selo é essencial para a La Loba. “Esperamos ​que este reconhecimento nos traga ainda mais força, a fim de continuarmos vivenciando e propagando o nosso sonho de ressignificar o Mercado da Moda, tornando-o mais consciente através de práticas que respeitem todo o ciclo de consumo, todas as pessoas envolvidas, e em especial os animais e o planeta, pois estes têm sido ​os mais prejudicados por hábitos muito antigos e disseminados em nossa sociedade. Queremos mudança, e acreditamos que ela possa realmente acontecer, como já está acontecendo”. O Selo Vegano é registrado na Europa, EUA, Canadá, Austrália e Índia, e é usado no mundo inteiro em mais de dezoito mil produtos.

Foto web divulgação

Outra conquista superimportante para a La Loba foi o certificado da PETA, a maior ONG em defesa dos animais no mundo, com mais de 6,4 milhões de membros e apoiadores. O selo reconhece que a empresa está cumprindo todas as normas para assegurar a não utilização de matéria-prima de origem animal em seus produtos. Para conquistar a certificação, a marca também passou por um rigoroso processo, que examinou vários aspectos para comprovar que a marca é realmente vegana. 

A La Loba sempre esteve atenta ao processo de descarte de suas embalagens, feitas de material reciclado, e firmou uma parceria com a empresa New Hope Ecotech, criadora do selo Eu Reciclo. A iniciativa cria mecanismos e tecnologias para fomentar a atividade de reciclagem, no Brasil e em diversos outros países, assegurando que todas as embalagens postas em circulação tenham sua compensação garantida, eliminando assim qualquer impacto ambiental negativo.

Além disso, em parceria com a ONG Idesam, de Manaus (AM), a La Loba obteve o selo Carbono Neutro, que promove a compensação de emissões de gases de efeito estufa (GEEs) através da implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em áreas degradadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, localizada na região nordeste do Estado do Amazonas. Desta forma, os gases emitidos no processo produtivo das bolsas são neutralizados, gerando benefícios à comunidade ribeirinha e a todo o meio ambiente.

“Os selos nos certificam ​e de certa forma reconhecem ​o nosso trabalho, ​servindo como ​um grande incentivo para que cada vez mais pessoas ​​possam se identificar com ele. Sempre acreditamos que além de criar produtos livres de crueldade, também devemos cuidar d​o ​planeta, ​e foi ​por ​essa razão que, desde o início​, buscamos parceiros ​conscientes ​e ​práticas capazes de gerar impactos positivos no meio em que atuamos. Plantar ​árvores no Amazonas, zerar o carbono ​emitido com a nossa atividade, reciclar nossas embalagens, criar tags com papel semente​,​ são algumas das ações que priorizamos​. E claro, fazemos ​tudo ​com muito amor​, pois acreditamos que vem daí a nossa força”, afirma Kaline.


A LA LOBA
A La Loba nasceu de um sonho de sua idealizadora Kaline Demarchi, em sentido literal, quando se viu criando bolsas, escolhendo tecidos e estampas. Esses sonhos, que eram constantes, a levaram até um ateliê de patchwork, e foi lá que ela se encontrou.

Natural de São Paulo, a empreendedora, que é autodidata e iniciou sua carreira nas artes cênicas, tem construído a marca a partir desses mesmos sonhos, que a visitam periodicamente, e sendo guiada, acima de tudo, pelo seu coração e sua intuição. “A La Loba foi um grande presente do Universo e um meio para expressar minha arte e minha verdade”, conta Kaline.

A escolha por um produto vegano foi um caminho natural. Kaline sempre foi convicta de que, por amor, não utilizaria nenhum material de origem animal em suas criações. Desse modo, as bolsas são feitas apenas com materiais alternativos, como laminado vegetal, biodegradável e sustentável para substituir o couro, e com tecidos à base de algodão e poliéster.

Toda a produção é feita no Brasil, em uma fábrica certificada. A La Loba faz questão de mostrar em suas redes sociais quem são as pessoas responsáveis pela produção de cada peça, e valoriza todos os profissionais dentro deste processo, afinal, são eles que trazem para o mundo real o que Kaline vê em seus em sonhos.

Foto web divulgação


Fonte: Informações La Loba
MK82



Dizy Ayala

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segunda-feira, 6 de março de 2017

Moda Sustentável, muito mais que uma tendência, é um estilo de vida.


Moda Sustentável, muito mais que uma tendência, é um estilo de vida.

Público consumidor adota novo comportamento de consumo no mundo da moda e passa a investir em projetos de reciclagem e coleções feitas com tecidos tecnológicos.

Marcas veganas de produção artesanal e pequena escala ganham projeção nacional, com atenção especial à cadeia produtiva, respeitando tanto quem compra quanto quem cria e produz as peças.









A Pantone escolheu o verde como cor do ano, de maneira a suscitar um olhar mais atento à natureza. 



Esse novo estilo de vida revela um consumo consciente engajado com a sustentabilidade no mundo da moda. Para isso, se faz necessário procurar conhecer os produtos consumidos, sua origem e escolher aqueles que estão inseridos nessa visão sustentável.

O conceito chamado slow fashion é definido por alguns questionamentos na hora da compra, tais como: 


Quem é o fabricante?

De que material ele é feito?

Quanto tempo vai durar?

Preciso mesmo disso?

Se não se trata de uma necessidade, mas ainda assim é um objeto de desejo, há algo que possa me desfazer, doar ou vender para não acumular mais coisas em meu guarda-roupa?


Dica: as peças podem ser doadas diretamente para instituições beneficentes ou para brechós que aplicam valores acessíveis à população carente que serão revertidos para assistência de animais em situação de vulnerabilidade.





DÁ PARA GOSTAR DE MODA E TER ESCOLHAS CONSCIENTES?
Em recente matéria publicada na revista Elle, assinada por @isadora_a |isadora.almeida@abril.com.br foram colhidos os seguintes depoimentos:


Bárbara Mattivy é uma das fundadoras da marca vegana Insecta Shoes, que produz sapatos superestilosos a partir do reuso de materiais, desde a sola até o tecido do calçado. Ela declara sua preferência por brechós na hora das compras: “Me divirto neles, e ainda economizo. Também tento ao máximo comprar de marcas locais, brasileiras e em feirinhas”.

Para Marina Colerato, do site Modefica, uma de suas prioridades quando vai adquirir algo novo é que a peça combine com o resto do seu guarda-roupa e que, preferencialmente, venha de “marcas de mulheres brasileiras que estão aí esquentando o mercado de maneira independente”. 

Cristal Muniz do blog Um Ano sem Lixo  reforça: “Não adianta ter um guarda-roupa com 400 peças orgânicas, verdes, sustentáveis ou com tecido de reuso. Não é sustentável ter essa quantidade de peças. Moda sustentável tem a ver com o produto, mas também com o jeito como a gente consome“.

CUSTO X SUSTENTABILIDADE


Ainda segundo a matéria:

Quando comparados aos preços de fast fashion, os produtos que foram feitos a partir de preocupações com questões humanas e ambientais costumam ser mais caros. E Carla Lemos explica didaticamente o motivo disso: “A moda é uma indústria muito grande que envolve lojas, fábricas e plantações. É uma cadeia gigante, totalmente dependente do trabalho manual, e com uma carga tributária alta. Quando você começa a colocar no papel todas as pontas, você vê que é impossível uma blusinha ser vendida por 19 reais no Brasil, tendo sido produzida no sul da Ásia e percorrendo estradas e oceanos para chegar até a arara do shopping mais perto de casa”.

“Eu passei a entender que uma peça que custa R$ 20 não é normal ao passo que uma que custa R$ 20 mil também não. Hoje, eu prefiro comprar peças com valores medianos de marcas que sei que estão tentando trabalhar de maneira justa”, pondera Marina Colerato.

A estilista Flávia Aranha,  que prima pelo uso de tecidos e pigmentos vegetais, explica: “É caro e inacessível para grande parte da população. Então é necessário entendermos que o volume precisa ser repensado e que a qualidade precisa ser boa, para que os produtos que a gente compre durem mais também”.
A vlogger Nátaly Neri, do canal Afros e Afins, também aponta que o preço pode dizer muito sobre uma peça, mas é preciso ter cuidado. “Claro que nem toda peça cara é sinônimo de processo justo, vide grandes marcas que são sempre denunciadas. Vale a pena buscar saber mais sobre os processos produtivos dos locais em que escolher comprar”.

André Carvalhal acaba de lançar o livro “Moda com Propósito”, em que ele disserta sobre toda esta nova fase do consumo consciente. Para ele, seguir este estilo de vida é “garantir a sobrevivência dos nossos descendentes”. “O planeta está doente. As pessoas estão doentes em níveis físicos, mentais e energéticos. Se continuarmos com o nosso estilo de vida atual, dependendo do consumo desenfreado e inconsciente, vamos criar condições desfavoráveis à nossa sobrevivência”, explica. 

Joanna Moura, dona do blog Um Ano Sem Zara, acredita que não há um futuro sem empatia, por isso esta luta é tão importante: “Sustentabilidade nada mais é do que empatia pelo mundo e pelo restante da raça humana”.

 

DICAS PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO



A dica de André para o primeiro passo neste movimento é simples: pesquisar. “Existem sites, eventos, feiras e muitos conteúdos específicos direcionados ao tema. As opções não param de crescer”, ele afirma. “São várias ações em conjunto, mas todas vêm da consciência de que ter uma vida mais preocupada com as pessoas e o meio ambiente volta a nosso favor”.


A fundadora da Insecta Shoes também reforça: “Existem ótimas leituras e documentários sobre o assunto, que esclarecem de forma bem didática os problemas na cadeia de moda e como ela é poluente. Acho que uma das maiores referências atuais nesse assunto é o documentário The True Cost, que dá um panorama muito completo sobre a gravidade da situação toda”. 

Os questionamentos são uma grande parte para dar um passo maior rumo ao consumo sustentável como Nátaly Neri relembra: “Precisamos ter 30 blusinhas diferentes, que são descartadas a cada nova tendência? Ou podemos investir em algo bacana e bonito, que respeita o trabalho dos outros e contribui para um mundo melhor e mais justo?”.
Joanna Moura ainda ajuda a desmistificar o termo: “A palavra sustentabilidade parece complicada, mas não é. Tem um monte de coisas simples que você pode mudar na sua rotina agora mesmo pra tornar a sua vida mais sustentável. Depois que comecei a me interessar pelo assunto percebi que mudar não é difícil: passei a reciclar o lixo, evito produtos descartáveis, compro mais a granel, opto por produtos locais e orgânicos, consumo menos carne. Enfim, é um contínuo processo de olhar para a sua rotina e entender: como posso melhorar?“. 

Carla Lemos finaliza com um lembrete importante: “Respira e não pira. A gente ainda vive em um mundo que não foi feito para você ser sustentável. E você vai encontrar muitas barreiras e frustrações no caminho, mas o importante é ter consciência e ajudar a espalhá-la”.


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sexta-feira, 3 de março de 2017

Insecta Shoes - vegana, criativa e sustentável.

Insecta Shoes - 
vegana, criativa e sustentável.

Por Dizy Ayala

A  Insecta Shoes é uma empresa brasileira de fabricação de sapatos veganos, ecológicos e feitos à mão, produzidos a partir de roupas vintage e tecidos de garrafas pet recicladas. A palavra-chave é o reaproveitamento.  E para tanto, visa aumentar a vida útil do que já existe pelo mundo. Através de um processo artesanal, transforma roupas antigas em materiais que virão a se tornar oxfords e botas veganas, dentre outros, sem o uso de quaisquer matéria-prima animal. As coleções são pensadas mensalmente, com o aproveitamento de itens que tem potencial para reciclagem. Há ainda um compromisso quanto às condições de trabalho, de modo que sejam dignas.

“Na Insecta, temos o objetivo de criar uma comunidade de pessoas que trabalham juntas, e nós acreditamos que é o nosso papel incentivar pequenas revoluções em cada um de nós”.

A empresa prima por incentivar a conscientização do consumo através do conceito do produto e da mensagem que ele carrega. A ideia de que é possível criar e produzir calçados bonitos, inovadores e confortáveis com menor impacto socioambiental para o planeta. 

"Queremos que cada vez mais pessoas, bem como empresas, se engajem e trabalhem em favor do meio ambiente. Sempre existirão produtos, calçados e o consumo. Desejamos que o mercado e as relações comerciais sejam protagonizados por empresas preocupadas com sustentabilidade. Por isso, nosso grande objetivo é crescer para levar adiante nossa mensagem, e o produto é a materialização desta mensagem”.

Produtos

        
Todos os produtos são unissex, para jovens adultos e criativos de todas as idades, com numeração do 33 a 45. Além de contar com a linha infantil, que vai do 20 ao 32.
São produzidos através de processos eco-friendly que não exploram água, corantes, produtos químicos e ainda tem zero emissão de carbono no meio ambiente.



Pontos de venda


A empresa Insecta Shoes tem um conceito inovador voltado para o marketing 3.0, na proposição de valores agregados à marca que transcendem o produto, como por exemplo, a sustentabilidade. Contribui para a promoção e o engajamento de ações com essa proposta, seja dentro do corpo da empresa, bem como com a comunidade com que se relaciona.

O marketing acontece especificamente pelas mídias digitais, no relacionamento com as redes sociais. Dessa forma, mantém sua clientela local, como também vem ampliando sua rede de contatos e clientes em outros estados no Brasil e também no exterior.

Além de pensar no produto e cliente, a Insecta também se empenha em fazer do mundo um lugar melhor, de maneira produtiva e efetiva.

Dizy Ayala


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