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segunda-feira, 6 de março de 2017

Moda Sustentável, muito mais que uma tendência, é um estilo de vida.


Moda Sustentável, muito mais que uma tendência, é um estilo de vida.

Público consumidor adota novo comportamento de consumo no mundo da moda e passa a investir em projetos de reciclagem e coleções feitas com tecidos tecnológicos.

Marcas veganas de produção artesanal e pequena escala ganham projeção nacional, com atenção especial à cadeia produtiva, respeitando tanto quem compra quanto quem cria e produz as peças.









A Pantone escolheu o verde como cor do ano, de maneira a suscitar um olhar mais atento à natureza. 



Esse novo estilo de vida revela um consumo consciente engajado com a sustentabilidade no mundo da moda. Para isso, se faz necessário procurar conhecer os produtos consumidos, sua origem e escolher aqueles que estão inseridos nessa visão sustentável.

O conceito chamado slow fashion é definido por alguns questionamentos na hora da compra, tais como: 


Quem é o fabricante?

De que material ele é feito?

Quanto tempo vai durar?

Preciso mesmo disso?

Se não se trata de uma necessidade, mas ainda assim é um objeto de desejo, há algo que possa me desfazer, doar ou vender para não acumular mais coisas em meu guarda-roupa?


Dica: as peças podem ser doadas diretamente para instituições beneficentes ou para brechós que aplicam valores acessíveis à população carente que serão revertidos para assistência de animais em situação de vulnerabilidade.





DÁ PARA GOSTAR DE MODA E TER ESCOLHAS CONSCIENTES?
Em recente matéria publicada na revista Elle, assinada por @isadora_a |isadora.almeida@abril.com.br foram colhidos os seguintes depoimentos:


Bárbara Mattivy é uma das fundadoras da marca vegana Insecta Shoes, que produz sapatos superestilosos a partir do reuso de materiais, desde a sola até o tecido do calçado. Ela declara sua preferência por brechós na hora das compras: “Me divirto neles, e ainda economizo. Também tento ao máximo comprar de marcas locais, brasileiras e em feirinhas”.

Para Marina Colerato, do site Modefica, uma de suas prioridades quando vai adquirir algo novo é que a peça combine com o resto do seu guarda-roupa e que, preferencialmente, venha de “marcas de mulheres brasileiras que estão aí esquentando o mercado de maneira independente”. 

Cristal Muniz do blog Um Ano sem Lixo  reforça: “Não adianta ter um guarda-roupa com 400 peças orgânicas, verdes, sustentáveis ou com tecido de reuso. Não é sustentável ter essa quantidade de peças. Moda sustentável tem a ver com o produto, mas também com o jeito como a gente consome“.

CUSTO X SUSTENTABILIDADE


Ainda segundo a matéria:

Quando comparados aos preços de fast fashion, os produtos que foram feitos a partir de preocupações com questões humanas e ambientais costumam ser mais caros. E Carla Lemos explica didaticamente o motivo disso: “A moda é uma indústria muito grande que envolve lojas, fábricas e plantações. É uma cadeia gigante, totalmente dependente do trabalho manual, e com uma carga tributária alta. Quando você começa a colocar no papel todas as pontas, você vê que é impossível uma blusinha ser vendida por 19 reais no Brasil, tendo sido produzida no sul da Ásia e percorrendo estradas e oceanos para chegar até a arara do shopping mais perto de casa”.

“Eu passei a entender que uma peça que custa R$ 20 não é normal ao passo que uma que custa R$ 20 mil também não. Hoje, eu prefiro comprar peças com valores medianos de marcas que sei que estão tentando trabalhar de maneira justa”, pondera Marina Colerato.

A estilista Flávia Aranha,  que prima pelo uso de tecidos e pigmentos vegetais, explica: “É caro e inacessível para grande parte da população. Então é necessário entendermos que o volume precisa ser repensado e que a qualidade precisa ser boa, para que os produtos que a gente compre durem mais também”.
A vlogger Nátaly Neri, do canal Afros e Afins, também aponta que o preço pode dizer muito sobre uma peça, mas é preciso ter cuidado. “Claro que nem toda peça cara é sinônimo de processo justo, vide grandes marcas que são sempre denunciadas. Vale a pena buscar saber mais sobre os processos produtivos dos locais em que escolher comprar”.

André Carvalhal acaba de lançar o livro “Moda com Propósito”, em que ele disserta sobre toda esta nova fase do consumo consciente. Para ele, seguir este estilo de vida é “garantir a sobrevivência dos nossos descendentes”. “O planeta está doente. As pessoas estão doentes em níveis físicos, mentais e energéticos. Se continuarmos com o nosso estilo de vida atual, dependendo do consumo desenfreado e inconsciente, vamos criar condições desfavoráveis à nossa sobrevivência”, explica. 

Joanna Moura, dona do blog Um Ano Sem Zara, acredita que não há um futuro sem empatia, por isso esta luta é tão importante: “Sustentabilidade nada mais é do que empatia pelo mundo e pelo restante da raça humana”.

 

DICAS PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO



A dica de André para o primeiro passo neste movimento é simples: pesquisar. “Existem sites, eventos, feiras e muitos conteúdos específicos direcionados ao tema. As opções não param de crescer”, ele afirma. “São várias ações em conjunto, mas todas vêm da consciência de que ter uma vida mais preocupada com as pessoas e o meio ambiente volta a nosso favor”.


A fundadora da Insecta Shoes também reforça: “Existem ótimas leituras e documentários sobre o assunto, que esclarecem de forma bem didática os problemas na cadeia de moda e como ela é poluente. Acho que uma das maiores referências atuais nesse assunto é o documentário The True Cost, que dá um panorama muito completo sobre a gravidade da situação toda”. 

Os questionamentos são uma grande parte para dar um passo maior rumo ao consumo sustentável como Nátaly Neri relembra: “Precisamos ter 30 blusinhas diferentes, que são descartadas a cada nova tendência? Ou podemos investir em algo bacana e bonito, que respeita o trabalho dos outros e contribui para um mundo melhor e mais justo?”.
Joanna Moura ainda ajuda a desmistificar o termo: “A palavra sustentabilidade parece complicada, mas não é. Tem um monte de coisas simples que você pode mudar na sua rotina agora mesmo pra tornar a sua vida mais sustentável. Depois que comecei a me interessar pelo assunto percebi que mudar não é difícil: passei a reciclar o lixo, evito produtos descartáveis, compro mais a granel, opto por produtos locais e orgânicos, consumo menos carne. Enfim, é um contínuo processo de olhar para a sua rotina e entender: como posso melhorar?“. 

Carla Lemos finaliza com um lembrete importante: “Respira e não pira. A gente ainda vive em um mundo que não foi feito para você ser sustentável. E você vai encontrar muitas barreiras e frustrações no caminho, mas o importante é ter consciência e ajudar a espalhá-la”.


Dizy Ayala

Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Páginas no facebook
Uma Escolha pela Vida
Ação pelos Direitos dos Animais  




Conheça a obra Uma Escolha pela Vida e faça você também um consumo consciente 
com maior qualidade de vida, respeito ao meio ambiente 
e às outras espécies que o dividem conosco.

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sexta-feira, 3 de março de 2017

Insecta Shoes - vegana, criativa e sustentável.

Insecta Shoes - 
vegana, criativa e sustentável.

Por Dizy Ayala

A  Insecta Shoes é uma empresa brasileira de fabricação de sapatos veganos, ecológicos e feitos à mão, produzidos a partir de roupas vintage e tecidos de garrafas pet recicladas. A palavra-chave é o reaproveitamento.  E para tanto, visa aumentar a vida útil do que já existe pelo mundo. Através de um processo artesanal, transforma roupas antigas em materiais que virão a se tornar oxfords e botas veganas, dentre outros, sem o uso de quaisquer matéria-prima animal. As coleções são pensadas mensalmente, com o aproveitamento de itens que tem potencial para reciclagem. Há ainda um compromisso quanto às condições de trabalho, de modo que sejam dignas.

“Na Insecta, temos o objetivo de criar uma comunidade de pessoas que trabalham juntas, e nós acreditamos que é o nosso papel incentivar pequenas revoluções em cada um de nós”.

A empresa prima por incentivar a conscientização do consumo através do conceito do produto e da mensagem que ele carrega. A ideia de que é possível criar e produzir calçados bonitos, inovadores e confortáveis com menor impacto socioambiental para o planeta. 

"Queremos que cada vez mais pessoas, bem como empresas, se engajem e trabalhem em favor do meio ambiente. Sempre existirão produtos, calçados e o consumo. Desejamos que o mercado e as relações comerciais sejam protagonizados por empresas preocupadas com sustentabilidade. Por isso, nosso grande objetivo é crescer para levar adiante nossa mensagem, e o produto é a materialização desta mensagem”.

Produtos

        
Todos os produtos são unissex, para jovens adultos e criativos de todas as idades, com numeração do 33 a 45. Além de contar com a linha infantil, que vai do 20 ao 32.
São produzidos através de processos eco-friendly que não exploram água, corantes, produtos químicos e ainda tem zero emissão de carbono no meio ambiente.



Pontos de venda


A empresa Insecta Shoes tem um conceito inovador voltado para o marketing 3.0, na proposição de valores agregados à marca que transcendem o produto, como por exemplo, a sustentabilidade. Contribui para a promoção e o engajamento de ações com essa proposta, seja dentro do corpo da empresa, bem como com a comunidade com que se relaciona.

O marketing acontece especificamente pelas mídias digitais, no relacionamento com as redes sociais. Dessa forma, mantém sua clientela local, como também vem ampliando sua rede de contatos e clientes em outros estados no Brasil e também no exterior.

Além de pensar no produto e cliente, a Insecta também se empenha em fazer do mundo um lugar melhor, de maneira produtiva e efetiva.

Dizy Ayala


Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Formanda em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
Páginas no facebook
Uma Escolha pela Vida
Ação pelos Direitos dos Animais  
dizyayala@gmail.com




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terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Revolução do Couro Vegetal e as Grifes de Ponta




A Revolução do Couro Vegetal e as Grifes de Ponta

Por Dizy Ayala

É importante ressaltar que as expressões couro sintético, couro vegetal e couro ecológico, muito usadas no país, na verdade estão em desacordo com a legislação brasileira. No Brasil, existe a lei 4.888/65, que determina que apenas produtos feitos em pele animal podem receber a denominação “couro”. 
Por esses tecidos terem uma aparência e, às vezes textura, semelhantes ao couro, passaram a ser associados à palavra, porém com processos de produção mais sustentáveis. Pela legislação, se o couro não é legítimo, ou seja, feito de pele animal, não pode receber essa denominação.
O fato é que independentemente da denominação, alinhar sustentabilidade e moda se tornou um importante motor na indústria de tecelagem. 
A matéria-prima vegetal pode ser usada para roupas, sapatos, bolsas, uma vasta gama de acessórios de moda e estofamentos. Não só é mais rentável, mas também mais forte, como uma alternativa mais durável e sustentável ao couro animal.












O Látex é uma matéria-prima obtida da seiva da seringueira, na Amazônia.



Começou a ser produzido a partir de projetos sociais de sustentabilidade.





 Assim que é feita a coleta a partir do tronco das árvores, o látex é transformado em tecido. Na floresta, os seringueiros usam a defumação. Em um barracão fechado, acende-se a fornalha e a fumaça sobe, aquecendo o ambiente.


O látex é derramado sobre uma manta de algodão. A partir do calor, se fundem os dois materiais em um tecido emborrachado e a fumaça ajuda na coloração. Com auxílio técnico, foi possível eliminar o forte odor do tecido, característico da vulcanização da manta, com a defumação com coco de babaçu.
A produção foi ampliada, com apoio de entidades como o Sebrae, difundindo para além das comunidades, com distribuição para outros estados, como São Paulo.

É possível produzir pastas, bolsas e sapatos a partir desse material que se parece com o couro e possui ótima qualidade.















Exemplos de belos calçados artesanais produzidos na Amazônia que vem conquistando mercados internacionais!





A Ananas Anam Ltda, empresa criada pela designer de acessórios Carmen Hijosa, acaba de desenvolver o Piñatex, um material feito a partir das folhas do abacaxi, que pode substituir o couro na fabricação de sapatos, bolsas e até estofados.

Macio, leve, flexível, moldável e de fácil tingimento, o produto, que começou a ser desenvolvido nas Filipinas, já foi testado de acordo com as normas internacionais de ISO para ruptura, costura, resistência ao rasgo, resistência à tração, luz e solidez da cor e resistência à abrasão.


As fibras são extraídas das folhas, em comunidades agrícolas, por agricultores que ainda podem utilizar o subproduto desse processo como fertilizante orgânico.

 "Segundo a designer Carmen, o produto pode ser tingido, impresso e tratado, conferindo a ele diferentes texturas."




Toda a pesquisa e desenvolvimento desse material ecológico foi feito nos laboratórios da Royal College of Art, de Londres, em uma parceria com a Camper, Puma e o designer Ally Capellino, para lançar produtos utilizando o Piñatex.

Outro grande passo está sendo dado com Richard Wool, engenheiro de pesquisa nos Estados Unidos, que desenvolveu o que ele chamou de eco-couro artificial. O eco-couro é produzido a partir de fibras naturais tais como: algodão ou linho misturado com milho, soja e outros óleos vegetais. As fibras são montados em camadas múltiplas. O resultado é muito convincente e muito semelhante ao do couro dos animais.




A boa notícia é que o interesse nesse material aumenta exponencialmente e empresas como Nike, Puma e Adidas solicitaram amostras a fim de experimentar esta inovação verde, que irá fornecer produtos livres de matéria animal.
 
O produto ainda está em fase de testes. De qualquer forma, é certo que esta inovação é muito promissora para o futuro dos animais. 
 
Como Richard mesmo diz, "nós podemos projetar um couro de qualidade muito melhor do que o de um animal. É realmente uma situação ganha-ganha para os homens e para os animais".
 
Agora só cabe à criatividade dos designers desenvolver peças inovadoras com matéria-prima ecológica e sustentável, livre de sofrimento animal, e as empresas aderirem e fomentarem essa inovação no mercado!





Acre Latex Design Lab
O Látex que vem do Acre produz roupas, calçados e acessórios
que agradam mercado interno e estrangeiro








Dizy Ayala


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