Na Nova Zelândia, cientistas estão revolucionando o futuro dos tecidos com uma criação surpreendente: uma "lã sem ovelhas", produzida a partir de queratina cultivada em leveduras.
Essa descoberta biotecnológica pode mudar para sempre a indústria da moda, poupando milhões de animais da tosa e reduzindo o impacto ambiental causado pela pecuária tradicional.
O processo é engenhoso, pesquisadores modificam geneticamente micro-organismos para que eles passem a produzir queratina, a mesma proteína que compõe os pelos e cabelos dos animais. Essa queratina é então purificada, fiada e transformada em um tecido macio, quente e resistente, praticamente idêntico à lã natural.
O impacto positivo é enorme: estima-se que a inovação possa salvar cerca de 30 milhões de ovelhas por ano, além de diminuir o uso de terras, água e energia, tornando a produção têxtil muito mais sustentável.
Mais do que uma invenção científica, essa "lã sintética viva" simboliza uma nova era, em que a inteligência humana e a biotecnologia se unem para criar materiais éticos, regenerativos e inspirados na própria natureza.
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana. Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos |


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