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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Relatório da ONU alerta que 70% das doenças que infectam seres humanos derivam de alimentos de origem animal




Relatório da ONU alerta que 70% das doenças que infectam seres humanos derivam de alimentos de origem animal



Cerca de 70% das novas doenças que infectaram os seres humanos nas últimas décadas têm origem animal, afirma a agência alimentar das Nações Unidas, alertando que está se tornando mais comum que doenças mudem de espécies e se espalhem na população, em meio ao crescimento das cadeias de agricultura e de abastecimento alimentar.

A expansão contínua das terras agrícolas em áreas selvagens, juntamente com um ‘boom’ mundial da produção animal, significa que “o gado e os animais selvagens estão mais em contato uns com os outros, e nós mesmos estamos mais em contato com os animais do que nunca”, disse Ren Wang, diretor-geral assistente da área de agricultura e defesa do consumidor da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).



“Não podemos lidar com a saúde humana, a saúde animal e a saúde do ecossistema de forma isolada, temos de olhar para eles juntos, e abordar os condutores de surgimento de doenças, persistência e propagação, ao invés de simplesmente correr atrás das doenças depois que elas emergem”, acrescentou.

De acordo com o relatório ‘Pecuária Global: Mudando as Paisagens das Doenças’, é necessária uma nova abordagem – mais holística – para a gestão de ameaças de doenças.

O relatório busca entender como as mudanças na forma como os humanos criam e comercializam animais têm afetado o modo como as doenças surgem e se espalham.

A globalização e as mudanças climáticas estão redistribuindo patógenos, vetores e hospedeiros, e os riscos de pandemia para os seres humanos causada por patógenos de origem animal são uma grande preocupação. Ao mesmo tempo, os riscos de segurança alimentar e resistência aos antibióticos estão aumentando em todo o mundo, diz a agência da ONU.

fonte:
http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/12/cerca-de-70-de-novas-doencas-que-infectam-seres-humanos-tem-origem-animal-alerta-onu/#respond

Dizy Ayala

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Intoxicação alimentar é responsável pela morte de mais de mil bois no Mato Grosso do Sul.


Intoxicação alimentar é responsável pela morte de mais de mil bois no Mato Grosso do Sul.


Intoxicação alimentar é responsável pela morte de mais de mil bois neste mês em uma fazenda do Mato Grosso do Sul, conforme anúncio da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do mato Grosso do Sul).

"A fazenda produz 80% dos animais da categoria de novilho precoce, colaborando para produzir no estado a melhor carne do Brasil", diz o comunicado, assinada por Persio Ailton Tosi.

*Leia-se “novilho precoce”: bezerro. Hoje, na indústria um bovino com idade média de seis meses segue para o abate, conforme descrição acima, por conta da maciez da carne. Ou seja, uma interferência total no ciclo de vida do animal, que na natureza, viveria 25 anos.

Tudo indica que os animais morreram por botulismo, que é uma toxinfecção, causada pela ingestão de toxinas produzidas por uma bactéria presente na ração. A toxina atua na musculatura, causando paralisia e levando à morte. Os sintomas aparecem até duas semanas após a ingestão do alimento contaminado. Há ocorrência de casos de botulismo também em aves e suínos.

Seja feita a ressalva que a dieta natural de bovinos é o pasto e não ração de milho, altamente modificado e, nesse caso, ainda com problemas de armazenagem, o que ativa potencial toxicológico. O mais alarmante é a informação de que essa doença não é rara entre os bovinos, conforme O departamento de saúde Animal (DSA), ligado ao MAPA. Como vivem em confinamento e tem seus hábitos alimentares alterados, estão mais propensos a desenvolver doenças.

Apenas, “este chamou a atenção, devido ao grande número de animais mortos”. O Departamento diz, no entanto, que como não se trata de uma doença transmissível, "não é desencadeada uma ação de emergência. Somente a propriedade fica interditada até solução do problema".

O fato é que os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já se caracterizaram por atividades de pecuária extensiva com bovinos, em um passado recente, o que incorreu em sérios danos ambientais. Porém, a opção pelo confinamento acaba por gerar outros problemas.

Cabe refletir sobre o porquê de seguir explorando animais para o consumo diante de tantos revezes, somados ao sacrifício animal, que revelam reais problemas do ponto de vista da saúde animal e humana. Qual o nível de intoxicação de animais de produção que não vem a óbito? As carcaças que foram rapidamente enterradas em vala comum, como que pretendendo empurrar pra debaixo do tapete a ocorrência destes episódios que eventualmente tomam maior proporção, mas que não são exceção, senão a regra, nas fazendas de produção intensiva.

Uma alimentação saudável, saborosa e sem crueldade é possível com a vasta variedade de alimentos vegetais, incluindo industrializados, com substituições de carnes vegetais.


Saiba mais em
Modelo de Alimentação Saudável, sem carne, recomendado pelo Departamento de Saúde da ONU

Dizy Ayala

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sexta-feira, 17 de março de 2017

Fraude escandalosa na indústria brasileira da carne é revelada pela Polícia Federal.


Fraude escandalosa na indústria brasileira da carne é revelada pela Polícia Federal.

Por Dizy Ayala

Investigação realizada pela Polícia Federal revela que os principais grupos de frigoríficos do país estão envolvidos na operação chamada A Carne é Fraca em seis estados investigados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás e no Distrito Federal. Trata-se da maior operação já realizada na história da PF.

Empresas de alimentos líderes de mercado global também estão envolvidas no escândalo: a BRF alimentos, bem como a JBS em acordo com agentes da Vigilância Sanitária que faziam vista grossa às irregularidades.

Executivos do frigorífico JBS e da empresa BRF Brasil foram presos.

A BRF é a 7a maior companhia de alimentos do mundo em valor de mercado, detentora das marcas Sadia, Perdigão, Qualy, Batavo e Elegê.

Carne em decomposição foi mascarada com produtos químicos e teve a produção adulterada com presença de papelão. Segundo a PF, as empresas investigadas (entre elas, a BRF e a JBS) usavam carnes podres com ácido ascórbico para disfarçar o gosto, frango com papelão, pedaços de cabeça no recheio de linguiças, e reembalavam produtos vencidos. (Exame)

Convém lembrar que, há dois anos atrás, já havia sido relatada a adulteração da carne da JBS quando foi negada por importadores na Europa por sua questionável qualidade. Nessa mesma época, é que foram lançadas campanhas na mídia com celebridades globais para promover a marca para o mercado interno. Ou seja, o embuste foi repassado ao consumidor brasileiro, inclusive no repasse à merenda escolar das escolas públicas.

 


Foram revelados vários esquemas de corrupção, com pagamento de propina aos órgãos competentes para liberação da carne por parte de agentes públicos. A operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”.

Chefe da regional de Londrina recebia propina para ajudar as empresas fiscalizadas e, segundo a PF, usava franquia do Subway para lavar dinheiro. Ele é alvo de mandado de prisão preventiva pela Polícia Federal.


A carne adulterada também foi negociada no exterior com alguns dos principais compradores: China, Hong Kong,  Egito, Irã, Chile, Rússia Itália, dentre outros.

Será possível avaliar o dano à saúde causado a tantas pessoas ao longo de todo o período dessa operação?

A operação Carne Fraca nos faz lembrar a recente operação Leite Compensado, onde também houve fraude com a adulteração do leite e seus derivados, com alto risco à saúde do consumidor.

É preciso se questionar sobre a segurança alimentar dos produtos de origem animal, uma vez que essas irregularidades tem sido recorrentes, envolvendo todos os postos da cadeia produtiva desde o matadouro até as empresas de produção de alimentos.

Conheça a lista completa das empresas envolvidas no link

Preserve sua saúde e prefira alimentos vegetais. Você tem a opção de se alimentar de alimentos frescos, saborosos e saudáveis e não em decomposição ou vergonhosamente maquiados e adulterados, com prejuízo a sua saúde e seu bolso.

Conheça os 10 piores alimentos e aprenda a substituí-los.

Veja o que recomenda o modelo nutricional mundial da ONU, amparado no mais completo estudo sobre alimentação humana, realizado pela Universidade de Harvard.

Assista ao documentário intitulado: A Carne é fraca.

https://www.youtube.com/watch?v=rrFsGTw5bCw

Informações da matéria sobre a fraude foram obtidas nesta data, 17/03, pelo telejornal Jornal Hoje, matéria on line do jornal Estadão e revista Exame.


Dizy Ayala

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Exploração animal, solução ou problema? 70% das doenças modernas em seres humanos são de origem animal.



Exploração animal, solução ou problema?

70% das doenças modernas em seres humanos 

são de origem animal.


Por Dizy Ayala

A exploração animal está diretamente relacionada aos maiores problemas humanos. Observe:

Mais da metade da água potável do mundo é destinada à produção de carne, leite, ovos, lã, couro, dentre outros produtos de origem animal. 
Enquanto isso, 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo.

80% do trabalho escravo no Brasil encontra-se na criação de gado.

A criação de animais e o setor frigorífico é a atividade que mais gera ocorrência de doenças e acidentes de trabalho no Brasil.

70% das doenças modernas em seres humanos são de origem animal e são as que mais matam no mundo todo, como as doenças cardiovasculares e os principais tipos de câncer, como o de mama e de próstata. Isso gera também um prejuízo crescente à saúde e economia pública, todos os anos.

Estudos comprovam a relação de que práticas cruéis aos animais tendem à dessensibilização humana e, portanto, a evoluir para atos insensíveis também contra humanos.

Quando você considera o veganismo passa a enxergar o animal não-humano como indivíduo e não como propriedade. 

É possível com atitudes simples, deixar de compactuar com práticas cruéis e não sustentáveis, como:

* Substituir carnes, laticínios e ovos por alimentos vegetais;
Saiba mais sobre o Programa Nutricional My Plate
recomendado pela ONU
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2014/09/voce-tem-fome-de-que-voce-come-para.html

* Evitar roupas que contenham couro, lã, pele;
Campanha para renovar o guarda-roupa
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2016/04/campanha-para-renovar-o-guarda-roupa.html

* Recusar produtos de empresas que testam em animais;
Lista de produtos não testados em animais
http://acaopelosdireitosdosanimais.blogspot.com.br/2016/04/lista-de-produtos-nao-testados-em.html


* Não frequentar eventos que façam uso de animais como zoos, aquários, rodeios.




Dizy Ayala
Defensora dos Direitos dos Animais, 
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Saiba mais sobre estes e outros temas no livro Uma Escolha pela Vida 
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