A escola de samba carioca (Rio de
Janeiro) Mocidade Independente de Padre Miguel fez, no Carnaval 2026, homenagem
a Rita Lee, cantora brasileira, defensora dos direitos dos animais, clamando
por justiça pelo cãozinho Orelha e dispensando adereços de origem animal em
suas fantasias.
A vida de Rita Lee foi marcada
pelo ativismo em prol dos animais. E a escola, oportunamente, aproveitou a
ocasião para prestar, também, uma homenagem ao cão Orelha, cãozinho comunitário
que foi, brutalmente, assassinado por adolescentes e teve o caso divulgado em
janeiro deste ano. O ocorrido comoveu o país inteiro, inclusive com repercussão
no exterior, que clama por justiça, tendo em vista que os delinquentes são
filhos de gente importante e que tem coagido testemunhas e influenciado as
investigações.
O amor de Rita Lee pelos animais inspirou
a Mocidade Independente de Padre Miguel a dispensar adereços de origem animal em
suas fantasias, durante o desfile na Sapucaí, nesta segunda-feira (16/02). As
"penas" utilizadas pela escola são, na verdade, um tipo de capim,
tingido à mão, um a um. Um processo artesanal que conferiu beleza às fantasias,
sem crueldade com animais.
As aves, de diversas espécies,
que são, brutalmente, exploradas para as fantasias de Carnaval, têm suas penas
arrancadas de si, vivas, uma a uma, ficando em chagas, até que cicatrizem, para
que lhes sejam arrancadas novamente. Inúmeras passam por esse tormento, por
pura vaidade (des)humana.
A promoção de penas sintéticas ocorreu, também, no mundo da moda, com a estilista Stella McCartney, tendo várias semanas de moda abolido as penas e plumas de origem animal.
O mesmo deveria se aplicar aos travesseiros de pluma de ganso. Cujo processo doloroso e cruel é o mesmo para esses animais.
Que cada vez mais se faça ecoar a
defesa dos indefesos animais. Em todas as esferas da sociedade. Sejam os cães e
gatos comunitários, os animais explorados para alegorias, vestuário, para o
entretenimento, para a tração, em carruagens, rodeios, para testes clínicos e
para a alimentação.
Os animais são sujeitos e têm o
direito de existir e viver uma vida digna por seus próprios propósitos e não
para servir como objeto de exploração, para servir a espécie humana.
Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana. Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos |


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