quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Mocidade Independente faz homenagem a Rita Lee, cão Orelha e dispensa adereços de origem animal

A escola de samba carioca (Rio de Janeiro) Mocidade Independente de Padre Miguel fez, no Carnaval 2026, homenagem a Rita Lee, cantora brasileira, defensora dos direitos dos animais, clamando por justiça pelo cãozinho Orelha e dispensando adereços de origem animal em suas fantasias.

A vida de Rita Lee foi marcada pelo ativismo em prol dos animais. E a escola, oportunamente, aproveitou a ocasião para prestar, também, uma homenagem ao cão Orelha, cãozinho comunitário que foi, brutalmente, assassinado por adolescentes e teve o caso divulgado em janeiro deste ano. O ocorrido comoveu o país inteiro, inclusive com repercussão no exterior, que clama por justiça, tendo em vista que os delinquentes são filhos de gente importante e que tem coagido testemunhas e influenciado as investigações.

O amor de Rita Lee pelos animais inspirou a Mocidade Independente de Padre Miguel a dispensar adereços de origem animal em suas fantasias, durante o desfile na Sapucaí, nesta segunda-feira (16/02). As "penas" utilizadas pela escola são, na verdade, um tipo de capim, tingido à mão, um a um. Um processo artesanal que conferiu beleza às fantasias, sem crueldade com animais.

As aves, de diversas espécies, que são, brutalmente, exploradas para as fantasias de Carnaval, têm suas penas arrancadas de si, vivas, uma a uma, ficando em chagas, até que cicatrizem, para que lhes sejam arrancadas novamente. Inúmeras passam por esse tormento, por pura vaidade (des)humana.

A promoção de penas sintéticas ocorreu, também, no mundo da moda, com a estilista Stella McCartney, tendo várias semanas de moda abolido as penas e plumas de origem animal.

O mesmo deveria se aplicar aos travesseiros de pluma de ganso. Cujo processo doloroso e cruel é o mesmo para esses animais.

Que cada vez mais se faça ecoar a defesa dos indefesos animais. Em todas as esferas da sociedade. Sejam os cães e gatos comunitários, os animais explorados para alegorias, vestuário, para o entretenimento, para a tração, em carruagens, rodeios, para testes clínicos e para a alimentação.

Os animais são sujeitos e têm o direito de existir e viver uma vida digna por seus próprios propósitos e não para servir como objeto de exploração, para servir a espécie humana.


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

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