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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Documentário Elefantes: Em Nome da Liberdade estreia no canal NatGeo



Equipe de resgatistas de elefantes embarcam em uma missão por mais de 720 km através da Tailândia.

Os resgates de elefantes na Tailândia são muito perigosos e totalmente imprevisíveis. O mais comum na região, passado de geração a geração como tradição ou atividade econômica, é caçá-los e vender partes de seus corpos como souvenir no mercado negro ou treiná-los para serem usados ​​como animais de serviço e entretenimento, principalmente como atração para turistas.

A atriz e diretora Ashley Bell, conhecedora dessa espécie,  sabia que queria fazer alguma coisa. Foi assim que teve origem o documentário Elefantes: Em Nome da Liberdade, que estreia no canal National Geographic no próximo sábado, 27 de junho às 21h. 

Bell e uma equipe de resgatatistas de elefantes, liderada pela conservacionista Lek Chailer, embarcam em uma ousada missão por mais de 720 km pela Tailândia para libertar Noi Na, uma elefanta de 70 anos, parcialmente cega, em um santuário.

Confira alguns fatos que inspiraram a criação do documentário:

1-      Embora existam muitas espécies, os elefantes são divididos particularmente em dois tipos principais: africanos e asiáticos. No mundo, existem cerca de 450 mil elefantes africanos, mas apenas cerca de 45 mil elefantes asiáticos e 33% deles estão em cativeiro. Sua existência está em perigo de extinção.

2-      Os elefantes asiáticos costumavam andar livremente em muitos países do continente. Hoje, seu alcance é limitado, pois seu habitat está desaparecendo e sua existência está constantemente ameaçada. Devido ao desmatamento no Camboja, 75% da floresta não existe mais.

3-      Todos os elefantes em cativeiro têm algo em comum: foram vítimas de abusos e maus-tratos por parte de seres humanos. E, tristemente, seus corpos, e suas almas, costumam demonstrar nitidamente tudo o que tiveram de suportar para serem domesticados: cicatrizes, desidratação, lesões oculares, entre outros.

4-      Ao conhecer a conservacionista Lek Chailer, Bell sentiu uma grande admiração. Em seu país, Lek foi ameaçada, criticada e até rejeitada por sua própria família, que lucrava com o turismo selvagem, rompendo, assim, laços com a mesma quando ela iniciou seu ativismo.

Apesar disso, Lek permanece firme em suas convicções. Algumas negociações com os donos de elefantes para libertá-los podem levar mais de 10 anos. Em 20 anos, os tailandeses resgataram mais de 200 elefantes, mas não foi uma tarefa fácil tendo em vista a força de tradições antigas, fortemente arraigadas.

Por seu trabalho, ela recebeu vários prêmios e foi nomeada uma das “Heroínas da Ásia” pela Revista Time, em 2005, e “Heroína do planeta” pela Fundação Ford, em 2001.

5-      No documentário, Bell revela o aspecto mais sombrio do turismo selvagem e visa inspirar novo olhar sobre esta espécie, de modo a sensibilizar o coração dos espectadores, mostrando o que pode ser feito para reverter sua situação atual:

- não fazer passeios de elefante,
- não participar de circos ou shows com animais,
- não comprar produtos feitos de partes de seus corpos

e não se calar, compartilhando informações para aumentar a conscientização de todos, evitando assim os abusos e o risco de extinção.

As reprises do documentário acontecerão quinta-feira, 2 de julho às 19h30, e sábado, 18 de julho às 19h30.


Infos e foto: Coxinha Nerd



Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

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Conheça mais sobre o movimento que mais cresce no mundo e faça escolhas conscientes! Por sua saúde, pela preservação do meio ambiente e por compaixão aos animais.


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Coronavírus: elefantes são devolvidos à natureza depois de encerradas as atrações turísticas na Tailândia


 Foto via Medita!
Muitos negócios têm sido prejudicados em todo o mundo, por conta da pandemia, principalmente o setor de turismo, que depende da circulação de pessoas. Porém, nesse caso, em que muitos elefantes eram explorados em atrações turísticas na Tailândia, eles foram beneficiados por essa situação, pois puderam voltar a ser livres.

A boa notícia, porém, vinha acompanhada de uma preocupação: eles poderiam morrer de fome, pois viveram durante anos confinados e, talvez, não conseguissem se adaptar à vida em liberdade. Ou ainda, estariam ameaçados a morrer queimados devido aos incêndios florestais no país.

Para que isso não acontecesse, a Fundação Save Elephant interviu junto a empresas de passeios de elefantes para transportá-los em segurança ao seu habitat. De acordo com informações da ANDA (Agência de Notícias dos Direitos Animais), 100 elefantes já foram levados para a região de Mae Chaem, no Norte da Tailândia.

O registro desse momento foi publicado pela fundação no Instagram, onde eles explicaram que o tempo médio de viagem é de 5 dias e que os elefantes passaram a noite na selva acompanhados por pessoas que se encarregaram de transportá-los.

A equipe da Fundação Save Elephant ficou responsável por levar comida, tanto para as pessoas envolvidas na operação, quanto para os elefantes. Essas medidas adotadas durante o transporte dos animais são fundamentais também pelo fato de que há muitas áreas secas ao longo do percurso que sofreram, ou ainda sofrem, com os incêndios.

Por certo que todo esforço valeu a pena, ao conceder a esses magníficos animais a chance de voltar ao seu verdadeiro lar, depois de 20 anos em cativeiro. Parabéns a todos os envolvidos!


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

É oficial: em 2020, os passeios de elefante no Camboja estão proibidos.



De acordo com a notícia publicada na CNN, 14 animais carregavam turistas em suas costas ao longo do dia.
Desde 2001, uma empresa privada oferecia tours com os animais no Sítio Arqueológico de Angkor. A atração acabou se tornando uma das mais buscadas por turistas no país.
No entanto, após a morte de um elefante por exaustão em 2016, ativistas pela causa animal começaram a pressionar a Apsara, agência governamental que supervisiona essa atividade.
A decisão do órgão foi proibir passeios de elefante no Camboja a partir de 2020, sendo que cinco animais já foram levados de volta ao seu habitat natural, uma floresta comunitária na região chamada Bos Thom. Em breve, os demais elefantes também deverão ser soltos.
Os ambientalistas comemoraram a decisão e, agora, pretendem pressionar autoridades para que a proibição chegue a países como a Tailândia e o Vietnã, que ainda oferecem passeios em elefantes.

Dizy Ayala
Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos
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Ação pelos Direitos dos Animais  
dizyayala@gmail.com


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