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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Sem precedentes! 30 tigres e leões deixam o antigo zoológico de Luján rumo a santuários nos EUA e África do Sul

 


Após anos em cativeiro, 30 grandes felinos deixaram o antigo zoológico de Luján na manhã de hoje, em uma das mais importantes operações internacionais de realocação de tigres e leões.

Após anos em cativeiro, 30 grandes felinos deixaram o antigo Zoológico de Luján, em uma das mais importantes operações internacionais de transferência de tigres e leões já realizadas.

A operação, liderada pela organização internacional FOUR PAWS, levou meses para ser planejada e envolve veterinários, especialistas, licenças sanitárias e uma logística complexa em três continentes.

Os animais foram vacinados, vermifugados, microchipados e avaliados individualmente, antes de iniciarem sua jornada.

Quinze felinos viajarão para o Santuário de Animais Selvagens no Colorado, EUA: oito tigres e sete leões.

Outros 15 animais chegarão ao LIONSROCK, na África do Sul: nove tigres e seis leões.

Este enorme santuário da FOUR PAWS abrange aproximadamente 1.250 hectares, onde os animais viverão em recintos naturais e receberão cuidados veterinários especializados.

Muitos deles sofrem as consequências de anos em cativeiro: foram detectados casos de obesidade, perda muscular, problemas dentários e renais, além de ferimentos.

Eles não podem ser soltos na natureza porque nasceram ou passaram a maior parte de suas vidas sob cuidados humanos, mas os santuários permitirão que vivam longe da exibição pública e em condições muito mais próximas de suas necessidades naturais.

O antigo zoológico permanece fechado desde 2020, após anos de questionamentos e reclamações relacionadas ao bem-estar animal.

Quando a FOUR PAWS assumiu a responsabilidade pelos animais, em 2025, ainda havia 62 felinos de grande porte na propriedade. Mais de 20 permanecerão lá por enquanto, enquanto a busca por novos lares continua.

Para esses 30 tigres e leões, uma vida diferente começa agora!

Créditos da informação: FOUR PAWS International 

Créditos da imagem: Unsplash / Wikimedia

Comum / FOUR PAWS | Emergência/ Missão Argentina

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

África do Sul irá acabar com a reprodução de leões em cativeiro para caça e turismo interativo

 


Foto: Blood Lions

A Ministra do Departamento de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente da África do Sul, Barbara Creecy, anunciou que planeja acabar com a indústria multibilionária de criação de leões em cativeiro. 

A decisão veio após a publicação dos resultados de um estudo de dois anos, que resultou em um relatório de quase 600 páginas. Desenvolvido por um comitê consultivo especial nomeado pelo governo, o objetivo era revisar as políticas, legislações e práticas do país quanto à reprodução, à caça, ao comércio e ao manejo de elefantes, leões, leopardos e rinocerontes.

"O comitê identificou que a indústria de leões em cativeiro é um risco para a sustentabilidade da conservação de leões selvagens", disse a Barbara Creecy. "A recomendação é que a África do Sul não crie, reproduza ou mantenha leões e outros felinos em cativeiro para fins comerciais. Por isso, solicitei ao Departamento que tome as medidas necessárias para garantir que isso aconteça", acrescentou a ministra.

Esse passo é crucial para mudar a vida de milhares de leões que são criados em cativeiro no país. 

Atualmente, existem entre 8.000 e 12.000 leões e milhares de outros grandes felinos - incluindo tigres e chitas -  que são reproduzidos e mantidos em cativeiro, em mais de 350 fazendas na África do Sul. Em contrapartida, existem apenas 3.500 leões que vivem livres, na natureza.


Nessa indústria, os animais são reproduzidos e explorados, exclusivamente, para fins comerciais para alimentar a demanda do turismo interativo (como acariciar filhotes e tirar selfs com grandes felinos), da "caça enlatada" ("canned hunting", em inglês) - que nada mais é do que uma caça injusta de animais em cativeiro, que ficam em uma área cercada, sem conseguir escapar -, do comércio de venda de ossos de leão e da exportação de animais vivos.

"Milhares de leões nascem em cativeiro na África do Sul e enfrentam uma vida inteira de sofrimento. Esse movimento do governo africano é corajoso e é o primeiro passo para que se comprometam com uma mudança significativa e duradoura. É uma vitória para a vida selvagem", comentou Edith Kabesiime, nossa gerente de campanha de animais silvestres da África.

Uma vitória compartilhada

A parceira Blood Lions tem feito campanha contra a indústria de leões em cativeiro na África do Sul há muitos anos. 

Em 2020, a Animal World Protection juntou-se a eles e outras organizações para disponibilizar, ao comitê, evidências científicas, escritas e orais, que provassem o quão cruel e antiética tem sido essa indústria.

"Lutar contra essa indústria tem sido uma longa jornada. Nosso objetivo final sempre foi acabar com a reprodução de leões em cativeiro. Depois de tantos contratempos, finalmente, sentimos uma importante mudança de atitude. Aplaudimos a Ministra, seu Departamento e o comitê. No futuro, esperamos poder ajudá-los a fechar essa indústria ", comentou Ian Michler e Pippa Hankinson, diretores da Blood Lions.

Entre os motivos listados que justificavam o fim da criação comercial de leões em cativeiro, estão: o risco de zoonoses, preocupações com bem-estar animal, a falta de regulamentação da indústria, as políticas fragmentadas do setor, além de danos ao turismo da África do Sul e ameaças à população de leões selvagens devido à caça furtiva.

"Trabalhando juntos, podemos garantir que os leões permaneçam no local a que pertencem: a natureza. Estamos prontos para oferecer nossa experiência, trabalhando em colaboração com governos, ONGs e a indústria do turismo, para encontrar soluções práticas para a África do Sul", disse Edith Kabesiime.

Ao implementar a proibição de criar leões e outros felinos em cativeiro, em conjunto com a proibição de reproduzir e o fim imediato de todas as atividades que envolvem leões criados em cativeiro, o Departamento de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente da África do Sul irá, efetivamente, assumir a liderança em direção a um país mais verde e responsável.

Nós, a Proteção Animal Mundial e a Blood Lions parabenizamos a Ministra Barbara por essas medidas.


Matéria World Animal Protection

 Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão