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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Alemanha deixa de matar 45 milhões de pintinhos por ano, apenas por serem machos


Por décadas, a indústria de ovos descartou silenciosamente milhões de pintinhos machos recém-nascidos a cada ano.

Como não podem botar ovos e não são adequados para a produção de carne, esses pintinhos eram considerados inúteis no momento em que eclodiam.

Somente na Alemanha, cerca de 45 milhões de pintinhos machos eram mortos anualmente, na maioria das vezes por gaseamento ou trituração, logo após o nascimento.

A Alemanha mudou isso. Uma emenda à Lei de Bem-Estar Animal do país, que entrou em vigor em janeiro de 2022, tornou-a a primeira nação do mundo a proibir a prática por lei. Em vez de abater os pintinhos após a eclosão, os produtores, agora, são obrigados a usar a tecnologia de sexagem in ovo, que identifica o sexo de um embrião enquanto ele ainda está no ovo, impedindo que pintinhos machos eclodam em um sistema que não tinha lugar para eles.

A mudança forçou a indústria alemã de ovos a se adaptar, com a sexagem in ovo agora sendo usada na maioria da produção.

Grupos de bem-estar animal a consideraram um marco, embora práticas semelhantes permaneçam comuns em grande parte do mundo, e defensores esperam que mais países sigam o exemplo da Alemanha.

Fonte: BBC, Ministério Federal da Alimentação e Agricultura (Alemanha) Foodwatch


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Itália avança para acabar com o abate de pintinhos machos, ainda em 2026

 


A Itália está fazendo uma grande mudança na forma como a indústria de ovos funciona.

O país está se mobilizando para acabar com a prática de triturar pintinhos machos vivos em incubadoras. Isso faz parte de uma nova lei que impulsiona a indústria em direção a métodos mais humanos. O objetivo é interromper, completamente, esse processo ainda em 2026.

Muitas pessoas não sabem, mas, na indústria de ovos, os pintinhos machos são, frequentemente, vistos como inúteis, porque não podem botar ovos. Então, eles são removidos, logo após a eclosão.

Agora, a Itália está buscando um caminho diferente. O foco está mudando para a tecnologia chamada sexagem, que pode identificar o sexo do pintinho, antes da eclosão. Isso significa que os pintinhos machos não precisariam ser mortos após o nascimento, porque só seriam eclodidos ovos de pintinhos fêmeas.

Grupos de bem-estar animal veem isso como um importante passo adiante. Eles dizem que isso reduz o sofrimento e impulsiona a indústria para soluções modernas, em vez de práticas antigas.

Essa mudança não resolve tudo da noite para o dia, mas mostra uma direção. E mais países estão começando a questionar como os animais são tratados na produção de alimentos.

O ideal é que nenhum animal seja considerado alimento e todos sejam poupados da exploração.


Fonte: Vegan Fields

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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segunda-feira, 10 de março de 2025

Holanda bane o abate de pintinhos machos na indústria dos ovos

 


O setor avícola da Holanda, a Associação de Proteção Animal e o Ministério da Agricultura, Pesca e Segurança Alimentar definiram uma estratégia para banir o abate de pintinhos, até 2026.

Segundo o governo, as incubadoras já têm a capacidade de realizar a sexagem in-ovo, tecnologia que identifica o sexo do embrião ainda no ovo, impedindo o nascimento dos pintinhos machos, que seriam mortos.

Para quem não sabe, os pintinhos machos recém-nascidos são imediatamente mortos porque são considerados "inúteis" para a indústria, já que não produzem ovos e não têm as mesmas características das raças criadas para a produção de carne.

No Brasil, a Animal Equality têm dois projetos de lei em tramitação para proibir o descarte de pintinhos machos: PL 410/23 e PL 783/24.

O último já foi aprovado pela Comissão do Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Ajude a banir a trituração de pintinhos machos no Brasil.

Assine a petição https://animalequality.org.br/.../pare-o-massacre-de.../... agora e mostre ao governo que a sociedade está mobilizada contra essa prática.


Convém salientar que essa é uma medida bem-vinda para minimizar o sofrimento de pintinhos recém-nascidos, que são imediatamente abatidos por não terem valor comercial. Ainda assim, é fundamental refletir sobre a crueldade da indústria de ovos, onde galinhas poedeiras são confinadas e forçadas a colocar o maior número de ovos, por conta da ganância humana. 

Galinhas são animais com forte instinto maternal, porém, na indústria, não terão jamais a chance de ter seus filhotes. Após meses de exploração, as galinhas, esgotadas, serão enviadas para o abate, depois de uma vida abreviada e infeliz.

Não seja cúmplice e prefira alimentos à base de plantas!

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Estudo mostra que galinha atual é símbolo do impacto do homem na natureza


Animal foi domesticado há 8 mil anos, mas a criação em larga escala para o comércio alterou a morfologia da espécie.

O ser humano alterou completamente a morfologia das galinhas de criação em apenas algumas décadas, algo que se manifesta em corpos enormes, patas deformadas ou corações enfraquecidos, afirma um estudo publicado na revista Royal Society Open Science.

"A galinha de criação moderna é irreconhecível em comparação com seus ancestrais ou seus congêneres selvagens", explica à AFP Carys Bennett, da Universidade de Leicester, na Inglaterra, coautora da pesquisa, que destaca "o esqueleto superdimensionado, uma composição química dos ossos e uma genética distintas".

Oriundo do sudeste asiático, o animal foi domesticado há quase 8.000 anos, mas foi apenas a partir dos anos 1950, com a busca por ritmos de crescimento mais elevados, que começaram a formar uma nova espécie morfológica, aponta o estudo.

"Bastaram algumas décadas para produzir uma nova forma de animal, quando geralmente são necessários milhões de anos", afirmou Jan Zalasiewicz, também da Universidade de Leicester e coautor do estudo.

Apreciada por sua carne e seus ovos, a galinha é a carne mais consumida do mundo na atualidade. Hoje, o mundo tem 23 bilhões destes animais. "A massa total de galinhas domésticas é o triplo de todas as espécies de aves selvagens reunidas", destaca Carys Bennett.

Embora alimentem boa parte da humanidade, as galinhas de criação também representam um bom exemplo da forma como nós modificamos os organismos vivos que se desenvolvem na Terra e "um marcador potencial do Antropoceno", o período atual, marcado pela influência do homem nos processos terrestres, destacam os pesquisadores.

"Uma evolução trágica se consideramos as consequências para estas aves", afirma Carys Bennett. 


Via Estado de Minas Internacional

Nota do Blog Ação:

Convém salientar que das condições insalubres a que estão expostos e das alterações genéticas efetuadas nesses animais decorrem diversas doenças que os atingem e, por consequência, lhe são administradas vacinas e antibióticos para minimizar seus efeitos. Esse é o ambiente propício para o surgimento das super bactérias e a carne derivada de seu abate carrega consigo toda essa carga química e de potenciais doenças infecciosas para aqueles que a consomem.

Galinhas de produção têm vírus 100 vezes pior que o coronavírus, alerta cientista norte-americano.


O consumo de animais é fator de risco para a saúde humana, ambiental, uma vez que todos os dejetos dos animais são despejados no solo e rios próximos às propriedades, e ainda causa dor e sofrimento a milhares de animais sencientes, sem a menor necessidade. Podemos ter uma alimentação saudável e sustentável ao preferir alimentos de origem vegetal.

Dizy Ayala


Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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