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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Governadora de Nova York encerra exploração de caranguejos-ferradura

A governadora Kathy Hochul assinou um projeto de lei histórico que proíbe a captura de caranguejos-ferradura em Nova York, encerrando uma prática que pressionou esses animais ancestrais por anos.

Os caranguejos-ferradura sobreviveram por mais de 400 milhões de anos, mas a crescente demanda por isca e o uso cruel para extração de seu sangue para a indústria farmacêutica tem exercido uma pressão cada vez maior sobre suas populações.

Na natureza, seus ovos servem como uma fonte crítica de alimento para aves costeiras migratórias, ao longo da costa atlântica, tornando a espécie importante para o ecossistema costeiro mais amplo, não apenas para sua própria sobrevivência.

A nova lei oferece aos caranguejos-ferradura uma proteção legal mais forte, ao mesmo tempo que ajuda a salvaguardar as populações de aves costeiras e os habitats costeiros que dependem deles.

Os caranguejos-ferradura sobreviveram aos dinossauros, a múltiplas eras glaciais e a inúmeras mudanças na história do planeta.

Com esta lei, Nova York está dando a eles uma chance maior de sobreviver às pressões criadas pelos humanos.

Principais aplicações dos produtos à base de LAL/TAL

Os reagentes derivados desse sangue são aplicados em larga escala na indústria de saúde para garantir a esterilidade de:

  • Vacinas: Absolutamente todas as vacinas humanas e veterinárias (incluindo as de campanhas globais) passam pelo teste de LAL, para garantir que estejam livres de contaminação bacteriana, antes de serem aplicadas.
  • Medicamentos Injetáveis e Intravenosos: Soros, antibióticos e qualquer remédio que entre, diretamente, na corrente sanguínea humana são testados. Se houvesse endotoxinas nesses produtos, elas poderiam causar febre grave, choque séptico e até a morte dos pacientes.
  • Próteses e Dispositivos Médicos Implantáveis: Marcapassos, corações artificiais, pinos de titânio, próteses de quadril e joelho têm suas superfícies testadas com o reagente, antes de serem cirurgicamente implantados.
  • Equipamentos Hospitalares: Agulhas, seringas, cateteres e bolsas de soro passam pela triagem de pureza com o derivado do sangue azul.


O Futuro dos Derivados: A Alternativa Sintética

Devido ao impacto ambiental — já que cerca de 500.000 caranguejos são capturados anualmente e até 30% deles morrem no processo de extração —, a ciência desenvolveu um substituto moderno e ecológico: o Fator C Recombinante (rFC).

 

O rFC replica em laboratório a mesma proteína reagente do sangue do caranguejo, eliminando a necessidade de extração animal. Esse método já é, amplamente, aceito por agências regulatórias internacionais (como a FDA americana e a Farmacopeia Europeia) e, também, já foi, oficialmente, reconhecido por órgãos reguladores no Brasil.

Fontes: BBC, National Geographic, Water Technologies, 

Crypted Minds

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão


quarta-feira, 1 de junho de 2022

Islândia sob pressão para proibir "fazendas de sangue" que exploram milhares de éguas prenhas

 


A Islândia está enfrentando pressão para fechar suas 119 "fazendas de sangue", que exploram mais de 5.300 cavalos semi-selvagens.

 

Nessas fazendas, o sangue das éguas gestantes é repetidamente coletado durante aproximadamente dois meses para a extração do hormônio da fertilidade, PMSG (gonadotrofina do soro de égua gestante). Quando dão à luz, seus potros são frequentemente enviados para o matadouro.

 

A produção de PMSG não traz apenas sérias preocupações em relação aos cavalos, mas também serve para explorar outros animais. O PMSG é predominantemente usado na criação industrial de animais no mundo inteiro para aumentar o desempenho reprodutivo, em particular, nas porcas.

 

O uso desse hormônio faz com que as fêmeas entrem no cio mais cedo, após o desmame dos leitões, e possam ser inseminadas antes do que em condições naturais.

 

Além de toda essa exploração, investigações realizadas pela Animal Welfare Foundation (AWF), entre 2019 e 2021, constatou inúmeros maus-tratos aos animais, como:

 

Alto volume e frequência de extrações de sangue;

Manejo violento das éguas durante o procedimento de extração de sangue;

Éguas exibindo sinais graves de estresse, medo ou pânico.

 

O Parlamento Europeu, 16 organizações de proteção animal, ativistas e cidadãos da Islândia já vêm mostrando seu descontentamento com essa prática e pedem pelo fim da importação e produção desse hormônio.

Fonte: Animal Welfare Foundation e The Guardian Investigação

Nota do Blog:

Que se encerrem todas as cruéis fazendas de sangue.

É terrível conceber tais práticas de exploração, sacrificando éguas grávidas e seus filhotes para gerar hormônios para inseminar outras fêmeas, de outras espécies, para produção de filhotes para a, também cruel, indústria da carne. 

Temos inúmeras alternativas para alimentação humana a partir de plantas, que contribuem com a saúde humana, o meio ambiente e que não compactuam com práticas cruéis de exploração e morte de animais.

Basta!

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e do Meio ambiente.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão