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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Ridglan Farms concorda em transferir 1.500 beagles para grupos de proteção animal

 


A Ridglan Farms, uma das maiores criadoras de beagles para pesquisa biomédica nos EUA, concordou em transferir 1.500 beagles para grupos de resgate após anos de pressão de ativistas e uma investigação de crueldade animal.

Em um acordo firmado em abril de 2026, a instalação em Blue Mounds, Wisconsin, venderá a maioria de seus cães para organizações como a Big Dog Ranch Rescue e o Center for a Humane Economy por um valor inferior a US$ 1 milhão.

Detalhes do Resgate e Futuro da Instalação

Como parte de um acordo judicial de 2025, para evitar acusações criminais, a Ridglan Farms deve encerrar a venda de cães para laboratórios externos até 1º de julho de 2026.

Logística de Adoção: Os 1.500 cães serão transportados para centros de reabilitação. A Dane County Humane Society receberá cerca de 500 beagles, enquanto outros serão enviados para abrigos em todo o país, incluindo o Wisconsin Humane Society.

Controvérsias e Ativismo: A decisão seguiu-se a invasões de ativistas do grupo Direct Action Everywhere, que resultaram em confrontos com a polícia e várias prisões em março e abril de 2026. Relatos de ex-funcionários e inspetores incluíam cirurgias realizadas sem anestesia e condições insalubres de moradia.

É difícil até imaginar o que eles passaram. Mas o que importa agora é o que vem a seguir: ar fresco, grama macia, gentileza, segurança... talvez pela primeira vez.

Momentos como este não acontecem por acaso. Eles vêm de anos de pessoas se manifestando, reagindo e se recusando a aceitar isso como normal.

Gratidão a todos os envolvidos em fazer isso acontecer! Um enorme obrigado ao @waynehhsiung @directactioneverywhere @animalactivismcollective e a todos os ativistas que participaram do campo de batalha e a todos os que apoiaram esta vitória.

Como Ajudar ou Adotar

Se você tiver interesse em apoiar essa missão ou adotar um dos sobreviventes, as organizações envolvidas abriram canais específicos:

Adote ou Apadrinhe: Preencha o formulário de interesse na Big Dog Ranch Rescue ou acompanhe as atualizações da Dane County Humane Society.

Doe Recursos: Grupos como o Beagle Freedom Project estão buscando doações para cobrir custos médicos extensivos, já que muitos cães nunca tocaram grama ou receberam cuidados veterinários adequados.

Fontes: Nonhuman Rights Project

Beagle Freedom Project

The Sabe Movement

Rise for Animals


Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos

Autora dos Livros:

Uma Escolha pela Vida - A Importância de Nossas Escolhas Diárias de Consumo & Veganismo em Rede - Conexões de um Movimento em Expansão

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Maior laboratório americano de testes em cães é encerrado, acabando com décadas de experimentos dolorosos


UMA VITÓRIA PARA OS ANIMAIS ESCRAVIZADOS PELA CIÊNCIA

Οs ΝΙΗs (Institutos Nacionais de Saúde dos EUA) encerraram, oficialmente, seu último programa de pesquisa interna, que usava beagles em experimentos dolorosos.

Esses testes, classificados nas categorias mais severas de dor, envolviam infecções e procedimentos cruéis para estudar doenças como a sepse.

Desde 1986, mais de 2100 beagles foram vítimas desses experimentos por causa de seu temperamento dócil.

Agora, com avanços como inteligência artificial e modelos não animais, o NIH propõe métodos de pesquisa mais éticos e eficazes para a saúde humana.

Essa mudança reflete uma pressão crescente de grupos de defesa, como o White Coat Waste Project, que expôs a crueldade e lutou pelo fim dos laboratórios de cães financiados pelo governo.

A decisão do NIH é um passo importante para a ciência sem crueldade, priorizando tecnologias modernas e respeitando os direitos animais.

Via ANDA

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
Defensora dos Animais e da Natureza.
Comunicadora Formada em Publicidade e Propaganda -  
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quarta-feira, 12 de março de 2025

Conquista histórica: Chile interrompe testes cosméticos em animais


Avanço na proteção animal na América Latina! Em 2025, Chile oficializou a proibição de testes em animais para cosméticos com a publicação da Lei 21.646.

Essa conquista, impulsionada pela ONG Te Protejo, em parceria com a Humane Society International, coloca o Chile como o quarto país da região a adotar essa medida.

A nova lei modifica o Código Sanitário chileno. proibindo a experimentação animal para cosméticos e a comercialização de produtos testados em animais.

O projeto, iniciado em 2017, foi aprovado por unanimidade no Senado chileno em 20 de dezembro de 2024.

Esse avanço nos dá esperança de que o Brasil siga o exemplo e aprove o PL 3062/2022, que propõe abolir o uso de animais em ensino, pesquisa e testes laboratoriais.

Parabenizamos todos os envolvidos nessa conquista, em especial a ONG Te Protejo, que batalhou exaustivamente por esse resultado.

Dizy Ayala

Redatora, Blogueira, Revisora, Escritora, Vegana.
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sábado, 28 de dezembro de 2019

Laboratório do Paraná é o primeiro livre de experimentação animal no Brasil



Conforme anúncio do Ministério da Saúde, o Laboratório Central do Paraná (Lacen) é o primeiro laboratório de saúde pública do Brasil livre de experimentação animal.

No modelo de pesquisa anterior, a verificação de raiva era feita com a utilização de camundongos, agora a mesma é feita in vitro, pesquisando o material genético do vírus diretamente do tecido. A mudança no processo gera uma economia de mais de R$ 235 mil/ano e poupa vidas.

A conquista foi oficializada em Brasília na 16ª edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi).
O Lacen, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, recebeu o primeiro lugar pela realização da melhor experiência na área com o trabalho “QPCR em substituição à Prova Biológica para o diagnóstico da raiva animal: uma contribuição à Saúde Pública, à Saúde do trabalhador e ao bem-estar animal”, de autoria de Irina Riediger, chefe da Divisão dos Laboratórios de Epidemiologia e Controle de Doenças (DVLCD).
“É a primeira vez que o Lacen é contemplado com a primeira colocação neste evento promovido pelo Ministério da Saúde”, disse o Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. De acordo com Beto, isso se deve ao constante trabalho desenvolvido pelos profissionais da área, ao inovarem e avançarem em tecnologias que beneficiem a população paranaense. E que sirva de modelo para os demais Estados.
Irina Riediger explicou que ao utilizar essa nova técnica, foram reduzidos os custos em 60% e o tempo em 80% para a liberação de resultados de cada amostra, baixando de 26 dias para em média quatro dias, e dependendo da situação é possível resultados em menos de 24 horas.
“Com a prova biológica não é possível fazer isso porque há a necessidade do desenvolvimento da doença pelo animal de experimentação, que é de pelo menos uma semana”.
Os profissionais de saúde que anteriormente precisavam ficar mais expostos ao material potencialmente contaminado, correm menos riscos com essa metodologia. “Diminuímos significativamente os riscos para a saúde do trabalhador que precisava ter um contato mais direto com as amostras suspeitas de raiva manipuladas no laboratório. Isso é um ganho muito grande para a saúde dos colaboradores, saúde pública e bem-estar animal”, afirmou.
Enquanto o laboratório trabalhava com a prova biológica era possível processar no máximo dez amostras por dia, em média 200 por mês. Atualmente, com a mudança de tecnologia, o aumento de produtividade foi de aproximadamente nove vezes mais, tendo agora a capacidade instalada para processar até 90 amostras por dia (cerca de 1800 ao mês).

Tendo completado 125 anos de história no último dia 21 de dezembro, o Lacen é o segundo laboratório mais antigo do Brasil. Para manter a excelência, os profissionais do laboratório estão em constante treinamento e capacitação, trabalhando com equipamentos de última geração na realização de centenas de exames e análises. Em 2019, até agora, aproximadamente R$ 6 milhões já foram investidos.
EXPOEPI – A Expoepi foi criada em 2001 para divulgar e premiar os serviços de saúde do SUS em todo o país que se destacaram pelos resultados alcançados em atividades de vigilância, prevenção e controle de doenças ou outros agravos de importância para a saúde pública.
O evento, que é reconhecido como um dos mais importantes de vigilância em saúde do país e reune cerca de dois mil gestores e profissionais que atuam em serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), além de estudantes.


Dizy Ayala
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